Zhang Dazhong, um dos homens mais ricos da China, lutava para falar, entre as lágrimas, ao se dirigir aos convidados reunidos. “Faz 40 anos que a minha mãe morreu, mas eu jamais organizei um memorial decente para ela”, lamentou. No estrado atrás dele, no salão de carpete vermelho de um hotel de luxo, viam-se flores e um grande retrato de uma mulher usando uma camisa branca, e com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo.
“Até hoje, eu não sei onde ela foi enterrada”, disse ele, com a voz trêmula. “Como filho dela, isso perturba enormemente a minha consciência”.
Com a cerimônia extraordinária de 27 de março, Zhang, o fundador da rede de lojas de eletrodomésticos Dazhong Electronics, e a sua irmã mais nova, Zhang Kexin, fizeram algo que poucos parentes dos quase dois milhões de pessoas que foram mortas entre 1966 e 1976, durante a Revolução Cultural, ousaram fazer: homenagear publicamente uma vítima comum do terror maoísta.
23/07/2010
Segredos de Estado
Zhang Dazhong, um dos homens mais ricos da China, lutava para falar, entre as lágrimas, ao se dirigir aos convidados reunidos. “Faz 40 anos que a minha mãe morreu, mas eu jamais organizei um memorial decente para ela”, lamentou. No estrado atrás dele, no salão de carpete vermelho de um hotel de luxo, viam-se flores e um grande retrato de uma mulher usando uma camisa branca, e com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo.
“Até hoje, eu não sei onde ela foi enterrada”, disse ele, com a voz trêmula. “Como filho dela, isso perturba enormemente a minha consciência”.
Com a cerimônia extraordinária de 27 de março, Zhang, o fundador da rede de lojas de eletrodomésticos Dazhong Electronics, e a sua irmã mais nova, Zhang Kexin, fizeram algo que poucos parentes dos quase dois milhões de pessoas que foram mortas entre 1966 e 1976, durante a Revolução Cultural, ousaram fazer: homenagear publicamente uma vítima comum do terror maoísta.
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