Desvio de água dos rios que abasteciam o Aral para uso agrícola intensivo fez o ecossistema perder 90% de sua área.
O Mar de Aral, é um lago salgado na Ásia Central. Há três meses, o secretário-geral da ONU, BanKi-moon, visitou a região. E classificou o que viu como um dos desastres mais chocantes da história.
O que já foi o quarto maior lago do planeta perdeu 90% de sua superfície. E se os esforços, como a construção de uma espécie de dique patrocinada pelo Banco Mundial, não surtirem o efeito desejado, daqui a dez anos o Aral será apenas matéria escolar.
Ao longo do século passado, a então União Soviética começou a desviar a água dos rios que abasteciam o Aral para projetos de irrigação para a cultura de cereais e algodão. Nos anos 60, o processo de desvio de água se intensificou, assim como a degradação do Aral. Em 1965, o Aral recebia cerca de 50km³ de água por ano; em 1980, esse número caiu para 0.
De acordo com a Aral SeaFoundation (Fundação Mar de Aral), se programas como plantio de árvores, instalação de bombas de água, construção de diques e outros de maior envergadura não forem imediatamente adotados, o que já foi o quarto maior lago do mundo morrerá em 2020. Pior: mesmo a adoção dessas alternativas não garante sua salvação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário