Muito tempo passou desde que se têm notícias da existência do homem, mas pouca coisa mudou. Já vai longe. Na verdade muitos milhões de anos e, certas coisas o homem chamado moderno, piorou.
Nossos ancestrais em seu cotidiano se deparavam com situações inimagináveis, de pavor, mas, será que o pavor era pior que nos dias atuais?
Viver naquela época, um dos maiores perigos era sem dúvidas os animais desconhecidos e as situações climáticas. Era preciso avançar para sua própria subsistência. Todos os dias pisavam um chão nunca antes explorado. Era tempo de descobertas e não havia como se prevenir. Não constavam com registros, arquivos, memórias ou qualquer tipo de mapa que pudesse ajudar. Não sabia plantar, cultivar ou colher, nem lhe passava a idéia de armazenar alimentos e água ou como fazer fogo. A cada roncar de estômago, era preciso sair correndo atrás da comida.
Saneamento básico, água potável, plano de saúde, aposentadoria, escolas, hospitais ou mesmo analgésico para no caso de uma dor de dente ou enxaqueca, nem em seus sonhos existia, também não sonhava com a casa própria. Qualquer “oca ou caverna” lhe bastava.
O homem primitivo não tinha que se preocupar com a bolsa de valores ou o bolso vazio, alta ou queda do Dólar, inflação, dívida interna ou externa, corrida espacial ou corrida nuclear armamentista. Alias, a única corrida que conhecia, era atrás da própria comida.
Mesmo não tendo uma “cervejinha” gelada depois daquela desgastante caçada, nem a preocupação de onde ou qual o jogo assistir aos domingos, pelo menos também não tinha a decepção de descobrir que tanto no futebol como na política é tudo um jogo de cartas marcadas. Jamais ouvira a palavra “MENSALÃO”, não tinha religião, o que o dispensava de correr o risco ou de ouvir hipócritas metidos a conselheiros, enganando fieis, para depois molestar suas crianças e jovens.
Hoje sim, sentimos medo, muito medo e vivemos estressados, a ponto de explodir e até matar por uma simples fechada no trânsito. Pessoas “brutas” é nisso que nos transformamos e a cada dia sentimos mais medo de tudo e de todos.
Segundo pesquisas recentes sobre depressão, insegurança e estresse revelaram que esses males são provenientes do medo, e os nossos maiores medos, estão relacionados a pessoas, enquanto nos tempos de nossos parentes das cavernas, o único medo que sentiam, e causava lhes calafrios, era ao ouvirem o rugir das feras selvagens.
Ah, bons tempos aqueles das “cavernas”.
08/06/2010
O homem e seus medos
Muito tempo passou desde que se têm notícias da existência do homem, mas pouca coisa mudou. Já vai longe. Na verdade muitos milhões de anos e, certas coisas o homem chamado moderno, piorou.
Nossos ancestrais em seu cotidiano se deparavam com situações inimagináveis, de pavor, mas, será que o pavor era pior que nos dias atuais?
Viver naquela época, um dos maiores perigos era sem dúvidas os animais desconhecidos e as situações climáticas. Era preciso avançar para sua própria subsistência. Todos os dias pisavam um chão nunca antes explorado. Era tempo de descobertas e não havia como se prevenir. Não constavam com registros, arquivos, memórias ou qualquer tipo de mapa que pudesse ajudar. Não sabia plantar, cultivar ou colher, nem lhe passava a idéia de armazenar alimentos e água ou como fazer fogo. A cada roncar de estômago, era preciso sair correndo atrás da comida.
Saneamento básico, água potável, plano de saúde, aposentadoria, escolas, hospitais ou mesmo analgésico para no caso de uma dor de dente ou enxaqueca, nem em seus sonhos existia, também não sonhava com a casa própria. Qualquer “oca ou caverna” lhe bastava.
O homem primitivo não tinha que se preocupar com a bolsa de valores ou o bolso vazio, alta ou queda do Dólar, inflação, dívida interna ou externa, corrida espacial ou corrida nuclear armamentista. Alias, a única corrida que conhecia, era atrás da própria comida.
Mesmo não tendo uma “cervejinha” gelada depois daquela desgastante caçada, nem a preocupação de onde ou qual o jogo assistir aos domingos, pelo menos também não tinha a decepção de descobrir que tanto no futebol como na política é tudo um jogo de cartas marcadas. Jamais ouvira a palavra “MENSALÃO”, não tinha religião, o que o dispensava de correr o risco ou de ouvir hipócritas metidos a conselheiros, enganando fieis, para depois molestar suas crianças e jovens.
Hoje sim, sentimos medo, muito medo e vivemos estressados, a ponto de explodir e até matar por uma simples fechada no trânsito. Pessoas “brutas” é nisso que nos transformamos e a cada dia sentimos mais medo de tudo e de todos.
Segundo pesquisas recentes sobre depressão, insegurança e estresse revelaram que esses males são provenientes do medo, e os nossos maiores medos, estão relacionados a pessoas, enquanto nos tempos de nossos parentes das cavernas, o único medo que sentiam, e causava lhes calafrios, era ao ouvirem o rugir das feras selvagens.
Ah, bons tempos aqueles das “cavernas”.
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