22/01/2009

MORDIDA DE ARANHA MARROM

Somente em 2006, Curitiba contabilizou 2400 acidentes com aranha-marrom O número é expressivo comparado com a média nacional de 50 casos anuais Por mais que sejam venenosas, as aranhas-marrons não são consideradas agressivas, pois só atacam se sentirem ameaçadas: por exemplo, quando são comprimidas contra o corpo da vítima. A supervisora do Centro de Controle de Envenenamentos (CCE) do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutora Marlene Entres, afirma que a gravidade do caso pode estar relacionada tanto com a quantidade de veneno injetado na vítima, quanto com a existência de outras complicações de saúde. Geralmente, a vítima não percebe o momento em que ocorre a picada desse aracnídeo - muitas vezes, confundida com a de um inseto comum - e as reações só aparecem horas depois do acidente. O envenenamento por meio da aranha pode evoluir para dois casos clínicos: o cutâneo menos agressivo – e o cutâneo-visceral. Seja qual for o quadro, é recomendado que a vítima ingira bastante líquido, não manuseie nem coloque soluções caseiras sobre a ferida, procure uma unidade de saúde e retorne diariamente ao posto por, no mínimo, dois dias. Geralmente, no interior de residências, possui menos predadores e competidores por alimentos, o que facilita o aumento da sua população. Prevenção de acidentes As aranhas-marrons possuem de um a três centímetros de comprimento e são encontradas principalmente na Região Sul do país. Elas têm hábitos noturnos e costumam se abrigar em locais escuros, quentes e secos, como móveis, cortinas, frestas, no sótão e porão, no meio de roupas e sapatos e em materiais de construção. Algumas medidas simples podem ser tomadas para evitar que a aranha-marrom se aloje, por exemplo: limpar o domicílio e seus arredores com freqüência; remover entulhos, como telhas e sobras de material de construção; combater a proliferação de insetos que servem de alimento para o aracnídeo; vedar frestas em paredes, portas e assoalhos; a cada quinze dias, passar pano úmido ou aspirador de pó em locais onde existam teias de aranhas; afastar as camas das paredes; não deixar que as cortinas encostem no chão e examinar roupas e calçados antes de vesti-los. Procedimento em caso de picadas Em Curitiba, o CCE possui um serviço gratuito por telefone (0800-41-01-48) que funciona 24 horas por dia e orienta a população a respeito dos acidentes com aranha-marrom. O atendimento aos acidentados é feito também por meio de 107 unidades municipais de saúde e em todas as unidades 24 horas é possível fazer tratamento com soroterapia. Reações ao veneno Forma cutânea: em Curitiba corresponde a 99% dos casos. Ela evolui progressivamente e os sintomas são notados nas primeiras 24 a 72 horas após o acidente. As reações podem ser: formação de bolha, vermelhidão, prurido, queimação, necrose, inchaço, febre alta, náusea, dor de cabeça, vômito, visão turva, diarréia, sonolência e irritabilidade. Forma cutâneo-visceral: além das reações na região da picada, também ocorrem palidez e anemia aguda. O quadro pode evoluir para insuficiência renal, principal causa de morte pelo veneno da aranha-marrom.

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