No dia 15 de outubro, que também era dia dos professores, embora três deles estivessem conosco, ninguém lembrou da data. Também, não era pra menos, a euforia era imensa. Às 19 horas embarcamos no ônibus. Coisa de primeira, com sala de jogos, tvs e freezer. O que causou espanto em muitos. Com destino a S. Paulo, ansiosos, enfim, foi dada a partida. Ao todo éramos 42, o mesmo numero do meu sapato novo, que apertava o meu pé, mas isto não vem ao caso, por que apertado mesmo, estava a sala de jogos do bus. A qual tem capacidade de 6 a 7 pessoas, mas teve momento de ter 20 e mais um violão. Imaginem o que podia se ouvir sendo cantado ali.
O interessante era ver a alegria da turma, dava quase pra ler nos rostos de alguns, que expressava medo, de outros a ansiedade. Mas todos foram contagiados quando o majestoso e confortável veiculo se moveu. Todos caíram na cantoria. Opa. É claro, depois de uma oração, para que tudo corresse bem em nossa longa viajem, amem.
Mas é claro que houve quem por causa do “sacolejo” do equipado meio de transporte, com vários freezers é claro, tenha passado mal, ou seria por causa do sulco gástrico que não deu conta de digerir toda aquela beb, digo cantarolisse, e chamou o “Hugo”.
O que marcou mesmo, foram algumas frases. A 3ª mais ouvida: “um passinho pra traz, por favor”, 2ª: “PINHO”, já a primeira, absolutissima: “to pagano”.
Quando adentramos os primeiros municípios que integram a grande metrópole paulista, foi ai que vimos às reações mais adversas, alguns suavam frio, outros tiveram náuseas, empalideceram, tinha aqueles que perguntavam tudo. Susto mesmo senti quando um dos integrantes ficou abismado em ver um simples fusca em São Paulo. Confesso que não entendi por que, é claro que quase todos nós deixamos cair o queixo, quando ao nosso lado na AV. Paulista, parou uma Limusine. Bom, mas ai era uma limusine.
Em seguida visitamos a “FOLHA DE SÃO PAULO” para maior conforto e espaço, dividiu-se em dois grupos. Fui no segundo. Imaginem uma acadêmica que deu uma saraivada de perguntas, foi estonteante, ficamos sabendo até do jornaleiro que matou o papagaio de uma assinante, e o jornal foi processado, tendo que restitui-lo, o bichinho, e também do sujeito que fazia das dependências da folha, seu escritório. Casos de desorganização? Ou grandiosidade do jornal? Depois dessa e de uma noite e mais meio dia de viagem e uma visita, é claro fomos para o hotel, onde todos nos hospedamos e com banho tomados saímos para a próxima, que agora era no Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, este também com suas facetas, nos presenteou com vários brindes e com a copia do primeiro jornal impresso. Já era noite quando nos dirigimos para uma churrascaria, que tinha no hool um painel de fotos de famosos que por ali passaram, como: Alexandre Pires, Ratinho, Sergio Reis e tantos outros, o que é comum, pois a churrascaria fica na margem da Castelo e dentro de S. Paulo, e a rodovia da acesso a meio mundo. Se fosse em uma churrascaria em Nova Aurora, Cafelândia ou Vera Cruz, ai sim era de admirar.
No dia seguinte, fomos na Band, onde ouvimos alguém perguntar para a nossa guia: “quantas equipes de reportagens foram designadas para cobrir o confronto da policia civil e militar”. Resposta. Uma. Mais interessante foi ver a mulherada tirando a folga do apresentador do programa de culinária da, o “Receita Minuto”, Daniel Bork, da Band, quando no intervalo do programa saiu para fumar e elas atacaram.
Pausa para o almoço, de novo na churrascaria. Sempre achei que comer num lugar desses, com farta comida e espeto corrido, fosse coisa só para homens comilões. Mas como eu estava enganado. Não consigo mesmo é imaginar como as mesmas são magras. Fomos ao MUSEU DO FUTEBOL, junto ao estádio Pacaembu. Embora alguns preferiram pegar um táxi e ir para a 25 de março. Seria por não gostar de futebol? Ou por que os corintianos dizem que o campo é deles?
Estava sendo exposta a carreira do Pelé. Um espaço de baixo das arquibancadas. Com um investimento de R$ 6,00 por pessoa, admiramos um empreendimento que custou R$ 32 milhões. “Isso não tem preço”. O tempo era precioso, e a ESPN nos aguardava com ansiedade. Ou melhor, nós estávamos ansiosos. Percorremos varias salas, corredores, estúdios, auditórios e a sala onde foi feita a 1ª transmissão da TV brasileira. Assistimos o programa “BATE-BOLA”, e depois de muitos presentes não podia ser diferente, tudo acabou em pizza, pago pelo pessoal da ESPN para a caravana da cascavelense.
Siro Stempinhaki
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